FLAK

Calculadora · Recarga EV

Viabilidade de eletroposto

Preencha o movimento que você espera e veja receita, custos, margem e payback se moverem na hora. Tudo roda no seu navegador: nada é enviado.

A estação

A estação

Movimento esperado

Movimento esperado

Preço e custos

Preço e custos

Investimento

Investimento

R$ 5.248

Resultado mensal: ANTES de impostos

Receita bruta3.900 kWh em 156 recargas/mêsR$ 9.750
Custo de energia4.149 kWh comprados para entregar 3.900− R$ 3.527
Taxa de plataforma− R$ 975
Impostos sobre a receitanão informado
Custos fixos− R$ 0
MargemR$ 1,35 por kWh vendido53,8%
  • Energia
  • Plataforma
  • Impostos
  • Fixos
  • Lucro
PaybackInforme o investimento inicial
ROI anualizado
Projeção de 12 mesesR$ 62.981
Utilização da estação2,2 h/dia entregando potência total9,0%
Potência por conector25 min sozinho · 50 min com todos carregando30,0 kW
Este resultado é antes de impostos. Informe a alíquota sobre a receita para ver o número que sobra de verdade: a 12%, um projeto de payback de 33 meses passa de 44.
A 9,0% de utilização, o equipamento passa a maior parte do dia ocioso, normal na fase atual do mercado. É o que explica por que a escolha do ponto pesa mais que a potência do carregador.

Não sabe quanto custa o equipamento? Peça uma proposta FLAK com o cenário que você simulou aqui. Devolvemos o número real para o seu projeto.

Como a conta é feita

Não há caixa-preta. O modelo é o mesmo que o mercado usa, e está inteiro aqui:

  • Recargas/mês = conectores × carros por dia × dias de operação × fator de ocupação;
  • Energia vendida = recargas × kWh por recarga;
  • Energia comprada = energia vendida ÷ eficiência do carregador;
  • Receita = energia vendida × preço cobrado;
  • Lucro = receita − energia comprada × tarifa − taxa de plataforma − impostos − custos fixos;
  • Payback = investimento ÷ lucro mensal · ROI anual = lucro × 12 ÷ investimento.

A utilização é a energia entregue dividida pela capacidade da estação (potência total × 24 h × dias), sem multiplicar por conectores, porque a potência é do gabinete e se reparte entre eles. É a régua que diz se o cenário cabe no dia, e ela sempre bate com as horas/dia exibidas ao lado: 2,2 h em 24 h são 9%.

Cinco coisas que fazemos diferente

Comparamos esta ferramenta com as calculadoras de eletroposto disponíveis no Brasil e reproduzimos o modelo delas número a número. As diferenças abaixo não são de conta: são de premissa, e todas empurram o resultado para o lado pessimista, que é o lado seguro de se planejar. Somadas, elas separam um payback de 33 meses de um de 44.

  1. 1

    A potência é da estação, não do conector

    Um gabinete DC de saída dupla divide a potência: 60 kW para um carro ou 30 kW para cada um de dois. Tratar cada conector como se tivesse a potência cheia dobra a capacidade no papel e corta a utilização pela metade, fazendo um ponto ocioso parecer folgado.

  2. 2

    Impostos entram na conta

    A maioria das simulações para no resultado antes de tributos e chama aquilo de lucro. Aqui há campo próprio, e enquanto ele estiver vazio o painel avisa em vermelho que o número exibido ainda não passou pelo Fisco.

  3. 3

    As perdas de conversão aparecem

    O medidor da distribuidora conta a energia que entra; o cliente paga a que chega ao carro. Entre as duas some de 4% a 10% em calor, que a simulação precisa comprar e ninguém vende.

  4. 4

    O fator de ocupação entra uma vez só

    É comum a ferramenta exibir o número cheio de recargas e faturar energia só da fração ocupada: conta o cheio, cobra o vazio. Aqui o fator entra no volume, e o número de recargas que aparece na tela é exatamente o que gera a receita mostrada.

  5. 5

    Demanda contratada e utilização real ficam visíveis

    A demanda costuma superar aluguel e internet somados num DC, e some da maioria das simulações. A utilização, por sua vez, denuncia o cenário lotado que ninguém percebeu ter digitado.

Entenda o resultado

Margem por kWh é o termômetro do preço. Se ela ficar apertada, nenhum volume salva o projeto: cada recarga a mais só multiplica um ganho minúsculo. Preço cobrado e tarifa de energia mandam mais no resultado do que a potência do carregador.

Localização vale mais que equipamento. A mesma estação em dois pontos diferentes tem paybacks completamente diferentes. Por isso a utilização aparece em destaque. Fluxo de veículos elétricos, tempo de permanência e concorrência no raio de alguns quilômetros decidem o projeto antes da ficha técnica.

Comece pelo cenário pessimista. Rode a simulação com metade do movimento que você espera. Se o projeto ainda fecha, ele é robusto; se só fecha no cenário otimista, o risco está no lugar errado.

Impostos: por que o campo nasce vazio

Existe hoje uma disputa real sobre qual imposto incide na recarga de veículos elétricos, e ela não é acadêmica. Muda o custo da operação:

  • Os Estados sustentam que recarregar é fornecer energia elétrica, mercadoria sujeita a ICMS por competência do art. 155, II da Constituição;
  • Os Municípios sustentam que é prestação de serviço, sujeita a ISS pelo art. 156, III, e a Lei Complementar 116/2003, que lista os serviços tributáveis, não menciona recarga de veículo elétrico;
  • A alíquota de ISS fica entre 2% e 5%, por piso e teto de lei complementar; a de ICMS sobre energia varia por Estado;
  • Enquanto a controvérsia não fecha, há risco concreto de cobrança pelos dois lados sobre a mesma operação.

A reforma tributária (Emenda Constitucional 132/2023) resolve a disputa na origem ao substituir ICMS e ISS pelo IBS e pela CBS, mas a transição se estende até 2033, ou seja, quem investe agora decide sob a regra antiga.

Por isso não preenchemos por você

Cravar uma alíquota padrão seria tomar posição numa controvérsia jurídica em nome de quem está simulando. O campo aceita o número que o seu contador informar, considerando o seu regime: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Real mudam bastante o resultado. Sem ele, o painel exibe o resultado antes de tributos e diz isso na tela.

O que esta calculadora não inclui

Toda simulação é um recorte. Estes itens ficaram de fora de propósito, e vale saber para que lado cada um empurra o resultado:

ItemEfeito no resultado real
Depreciação e vida útilO payback é de caixa. Um equipamento com vida útil de dez anos e payback de quatro é um negócio; com payback de nove, é uma troca de dinheiro.
Tarifa de ponta e bandeirasRecarga rápida no fim da tarde cai justamente no horário mais caro. O campo de custo da energia usa um valor médio.
Rampa de adoçãoO modelo assume o movimento cheio desde o primeiro mês. Na vida real leva meses até o ponto ser conhecido, o que alonga o payback.
Desconto de fluxo de caixaÉ payback simples, sem trazer o dinheiro a valor presente. Comparado a uma aplicação financeira, o retorno real é menor.
Receita acessóriaLoja de conveniência, café e estacionamento durante a recarga: este é o único item que joga a favor, e costuma ser o que viabiliza o ponto.

Perguntas frequentes

Como se calcula o payback de um eletroposto?

Payback é o investimento inicial dividido pelo lucro líquido mensal. O lucro sai da receita (kWh vendidos × preço cobrado) menos o custo da energia comprada, a taxa da plataforma de recarga, os impostos sobre a receita e os custos fixos, onde entram a demanda contratada, o aluguel do espaço, a internet e a manutenção.

Se a estação tem 60 kW e dois conectores, cada um entrega 30 kW?

Num gabinete de saída dupla, sim. É o caso do FLAK FAST 60: 60 kW para um único veículo, ou 30 kW para cada um quando dois carregam ao mesmo tempo. A potência é do gabinete e se divide entre os conectores em uso, o que na prática dobra o tempo de recarga quando a estação está cheia: 25 kWh saem em 25 minutos sozinho e em 50 minutos com dois carros. Já wallboxes independentes são o oposto: cada um tem a própria potência, e aí elas somam. Por isso a calculadora pede a potência TOTAL da estação, não a de cada conector.

Por que a calculadora mostra a utilização do equipamento?

Porque é o número que revela se o cenário digitado existe no mundo real. Uma estação de 60 kW com dois conectores rodando quatro carros por dia por conector, com 25 kWh cada, entrega cerca de 9% da capacidade, pouco mais de duas horas por dia em potência total. Sem esse dado, é fácil simular um payback que só funciona numa estação lotada o dia inteiro.

A calculadora considera impostos?

Só se você informar a alíquota. O campo nasce vazio de propósito. A tributação da recarga de veículos elétricos é hoje juridicamente controversa: os Estados sustentam que é venda de energia e cobram ICMS, enquanto os Municípios defendem que é prestação de serviço e cobram ISS, cuja alíquota fica entre 2% e 5%. Como a resposta depende do seu município, do seu Estado e do seu regime tributário, chutar um número aqui seria decidir por você. Enquanto o campo estiver em branco, o painel avisa que o resultado é anterior aos tributos.

Por que a energia comprada é maior que a vendida?

Porque a conversão de corrente alternada para contínua perde energia em forma de calor. Um carregador DC opera entre 90% e 96% de eficiência, e o medidor da distribuidora registra o que entra, não o que chega à bateria do cliente. A 94%, entregar 3.900 kWh exige comprar cerca de 4.150, uma diferença que sai direto da margem e que quase nenhuma simulação inclui.

O que é a demanda contratada e por que ela importa tanto?

É o valor pago à distribuidora pela potência disponibilizada, cobrado todo mês independentemente de quanta energia você consumiu. Num carregador DC ela costuma ser a maior despesa fixa da operação, e é justamente o item que some das calculadoras públicas, o que faz o payback parecer mais curto do que é.

Quanto se cobra por kWh num eletroposto no Brasil?

A recarga pública paga varia de cerca de R$ 1,20 a R$ 2,80 por kWh, e os carregadores DC rápidos ficam na faixa de R$ 2,50 a R$ 3,50. O preço depende da tarifa local, da potência do ponto e da política de cada operador. Não existe preço nacional único.

A calculadora usa o preço dos equipamentos FLAK?

Não. O campo de investimento inicial nasce vazio e é preenchido por você: nenhum preço nosso aparece na tela. Sem esse campo a simulação roda igual e entrega receita, custos e margem; apenas payback e ROI ficam de fora, porque dependem do valor investido.

Vale mais a pena um carregador AC ou DC para o meu negócio?

Depende do tempo que o carro fica parado. Onde a permanência é longa (condomínio, hotel, escritório, estacionamento), o AC de 7 kW resolve com investimento e demanda contratada muito menores. O DC se justifica onde a parada é curta e o motorista paga pela pressa: rodovia, posto de combustível, corredor urbano.

Fontes e premissas

Simulou e fechou? Vamos ao número real.

A FLAK especifica estações DC de 30 e 60 kW e wallbox AC de 7 kW, com OCPP e RFID. Conte o cenário que você simulou e devolvemos uma proposta com o investimento real.

Leia também: qual wallbox para cada carro · carregador em condomínio · quantos painéis solares