Calculadora · Recarga EV
Viabilidade de eletroposto
Preencha o movimento que você espera e veja receita, custos, margem e payback se moverem na hora. Tudo roda no seu navegador: nada é enviado.
R$ 5.248
Resultado mensal: ANTES de impostos
- Energia
- Plataforma
- Impostos
- Fixos
- Lucro
Não sabe quanto custa o equipamento? Peça uma proposta FLAK com o cenário que você simulou aqui. Devolvemos o número real para o seu projeto.
Como a conta é feita
Não há caixa-preta. O modelo é o mesmo que o mercado usa, e está inteiro aqui:
- Recargas/mês = conectores × carros por dia × dias de operação × fator de ocupação;
- Energia vendida = recargas × kWh por recarga;
- Energia comprada = energia vendida ÷ eficiência do carregador;
- Receita = energia vendida × preço cobrado;
- Lucro = receita − energia comprada × tarifa − taxa de plataforma − impostos − custos fixos;
- Payback = investimento ÷ lucro mensal · ROI anual = lucro × 12 ÷ investimento.
A utilização é a energia entregue dividida pela capacidade da estação (potência total × 24 h × dias), sem multiplicar por conectores, porque a potência é do gabinete e se reparte entre eles. É a régua que diz se o cenário cabe no dia, e ela sempre bate com as horas/dia exibidas ao lado: 2,2 h em 24 h são 9%.
Cinco coisas que fazemos diferente
Comparamos esta ferramenta com as calculadoras de eletroposto disponíveis no Brasil e reproduzimos o modelo delas número a número. As diferenças abaixo não são de conta: são de premissa, e todas empurram o resultado para o lado pessimista, que é o lado seguro de se planejar. Somadas, elas separam um payback de 33 meses de um de 44.
- 1
A potência é da estação, não do conector
Um gabinete DC de saída dupla divide a potência: 60 kW para um carro ou 30 kW para cada um de dois. Tratar cada conector como se tivesse a potência cheia dobra a capacidade no papel e corta a utilização pela metade, fazendo um ponto ocioso parecer folgado.
- 2
Impostos entram na conta
A maioria das simulações para no resultado antes de tributos e chama aquilo de lucro. Aqui há campo próprio, e enquanto ele estiver vazio o painel avisa em vermelho que o número exibido ainda não passou pelo Fisco.
- 3
As perdas de conversão aparecem
O medidor da distribuidora conta a energia que entra; o cliente paga a que chega ao carro. Entre as duas some de 4% a 10% em calor, que a simulação precisa comprar e ninguém vende.
- 4
O fator de ocupação entra uma vez só
É comum a ferramenta exibir o número cheio de recargas e faturar energia só da fração ocupada: conta o cheio, cobra o vazio. Aqui o fator entra no volume, e o número de recargas que aparece na tela é exatamente o que gera a receita mostrada.
- 5
Demanda contratada e utilização real ficam visíveis
A demanda costuma superar aluguel e internet somados num DC, e some da maioria das simulações. A utilização, por sua vez, denuncia o cenário lotado que ninguém percebeu ter digitado.
Entenda o resultado
Margem por kWh é o termômetro do preço. Se ela ficar apertada, nenhum volume salva o projeto: cada recarga a mais só multiplica um ganho minúsculo. Preço cobrado e tarifa de energia mandam mais no resultado do que a potência do carregador.
Localização vale mais que equipamento. A mesma estação em dois pontos diferentes tem paybacks completamente diferentes. Por isso a utilização aparece em destaque. Fluxo de veículos elétricos, tempo de permanência e concorrência no raio de alguns quilômetros decidem o projeto antes da ficha técnica.
Comece pelo cenário pessimista. Rode a simulação com metade do movimento que você espera. Se o projeto ainda fecha, ele é robusto; se só fecha no cenário otimista, o risco está no lugar errado.
Impostos: por que o campo nasce vazio
Existe hoje uma disputa real sobre qual imposto incide na recarga de veículos elétricos, e ela não é acadêmica. Muda o custo da operação:
- Os Estados sustentam que recarregar é fornecer energia elétrica, mercadoria sujeita a ICMS por competência do art. 155, II da Constituição;
- Os Municípios sustentam que é prestação de serviço, sujeita a ISS pelo art. 156, III, e a Lei Complementar 116/2003, que lista os serviços tributáveis, não menciona recarga de veículo elétrico;
- A alíquota de ISS fica entre 2% e 5%, por piso e teto de lei complementar; a de ICMS sobre energia varia por Estado;
- Enquanto a controvérsia não fecha, há risco concreto de cobrança pelos dois lados sobre a mesma operação.
A reforma tributária (Emenda Constitucional 132/2023) resolve a disputa na origem ao substituir ICMS e ISS pelo IBS e pela CBS, mas a transição se estende até 2033, ou seja, quem investe agora decide sob a regra antiga.
Por isso não preenchemos por você
O que esta calculadora não inclui
Toda simulação é um recorte. Estes itens ficaram de fora de propósito, e vale saber para que lado cada um empurra o resultado:
| Item | Efeito no resultado real |
|---|---|
| Depreciação e vida útil | O payback é de caixa. Um equipamento com vida útil de dez anos e payback de quatro é um negócio; com payback de nove, é uma troca de dinheiro. |
| Tarifa de ponta e bandeiras | Recarga rápida no fim da tarde cai justamente no horário mais caro. O campo de custo da energia usa um valor médio. |
| Rampa de adoção | O modelo assume o movimento cheio desde o primeiro mês. Na vida real leva meses até o ponto ser conhecido, o que alonga o payback. |
| Desconto de fluxo de caixa | É payback simples, sem trazer o dinheiro a valor presente. Comparado a uma aplicação financeira, o retorno real é menor. |
| Receita acessória | Loja de conveniência, café e estacionamento durante a recarga: este é o único item que joga a favor, e costuma ser o que viabiliza o ponto. |
Perguntas frequentes
Como se calcula o payback de um eletroposto?
Payback é o investimento inicial dividido pelo lucro líquido mensal. O lucro sai da receita (kWh vendidos × preço cobrado) menos o custo da energia comprada, a taxa da plataforma de recarga, os impostos sobre a receita e os custos fixos, onde entram a demanda contratada, o aluguel do espaço, a internet e a manutenção.
Se a estação tem 60 kW e dois conectores, cada um entrega 30 kW?
Num gabinete de saída dupla, sim. É o caso do FLAK FAST 60: 60 kW para um único veículo, ou 30 kW para cada um quando dois carregam ao mesmo tempo. A potência é do gabinete e se divide entre os conectores em uso, o que na prática dobra o tempo de recarga quando a estação está cheia: 25 kWh saem em 25 minutos sozinho e em 50 minutos com dois carros. Já wallboxes independentes são o oposto: cada um tem a própria potência, e aí elas somam. Por isso a calculadora pede a potência TOTAL da estação, não a de cada conector.
Por que a calculadora mostra a utilização do equipamento?
Porque é o número que revela se o cenário digitado existe no mundo real. Uma estação de 60 kW com dois conectores rodando quatro carros por dia por conector, com 25 kWh cada, entrega cerca de 9% da capacidade, pouco mais de duas horas por dia em potência total. Sem esse dado, é fácil simular um payback que só funciona numa estação lotada o dia inteiro.
A calculadora considera impostos?
Só se você informar a alíquota. O campo nasce vazio de propósito. A tributação da recarga de veículos elétricos é hoje juridicamente controversa: os Estados sustentam que é venda de energia e cobram ICMS, enquanto os Municípios defendem que é prestação de serviço e cobram ISS, cuja alíquota fica entre 2% e 5%. Como a resposta depende do seu município, do seu Estado e do seu regime tributário, chutar um número aqui seria decidir por você. Enquanto o campo estiver em branco, o painel avisa que o resultado é anterior aos tributos.
Por que a energia comprada é maior que a vendida?
Porque a conversão de corrente alternada para contínua perde energia em forma de calor. Um carregador DC opera entre 90% e 96% de eficiência, e o medidor da distribuidora registra o que entra, não o que chega à bateria do cliente. A 94%, entregar 3.900 kWh exige comprar cerca de 4.150, uma diferença que sai direto da margem e que quase nenhuma simulação inclui.
O que é a demanda contratada e por que ela importa tanto?
É o valor pago à distribuidora pela potência disponibilizada, cobrado todo mês independentemente de quanta energia você consumiu. Num carregador DC ela costuma ser a maior despesa fixa da operação, e é justamente o item que some das calculadoras públicas, o que faz o payback parecer mais curto do que é.
Quanto se cobra por kWh num eletroposto no Brasil?
A recarga pública paga varia de cerca de R$ 1,20 a R$ 2,80 por kWh, e os carregadores DC rápidos ficam na faixa de R$ 2,50 a R$ 3,50. O preço depende da tarifa local, da potência do ponto e da política de cada operador. Não existe preço nacional único.
A calculadora usa o preço dos equipamentos FLAK?
Não. O campo de investimento inicial nasce vazio e é preenchido por você: nenhum preço nosso aparece na tela. Sem esse campo a simulação roda igual e entrega receita, custos e margem; apenas payback e ROI ficam de fora, porque dependem do valor investido.
Vale mais a pena um carregador AC ou DC para o meu negócio?
Depende do tempo que o carro fica parado. Onde a permanência é longa (condomínio, hotel, escritório, estacionamento), o AC de 7 kW resolve com investimento e demanda contratada muito menores. O DC se justifica onde a parada é curta e o motorista paga pela pressa: rodovia, posto de combustível, corredor urbano.
Fontes e premissas
Faixas de preço de recarga pública consultadas em 1º de agosto de 2026. Os valores que vêm preenchidos são pontos de partida de mercado. Nenhum deles é preço FLAK.
- Terra: quanto custa carregar um veículo elétrico em público ↗
- NeoCharge: quanto custa carregar um carro elétrico no Brasil ↗
- ABVE: dados de mercado de veículos elétricos e recarga ↗
- Machado Meyer: tributação da recarga de veículos elétricos (controvérsia ICMS × ISS) ↗
- Lei Complementar 116/2003: lista de serviços sujeitos ao ISS ↗
- Emenda Constitucional 132/2023: reforma tributária (IBS/CBS) ↗
Simulou e fechou? Vamos ao número real.
A FLAK especifica estações DC de 30 e 60 kW e wallbox AC de 7 kW, com OCPP e RFID. Conte o cenário que você simulou e devolvemos uma proposta com o investimento real.
Leia também: qual wallbox para cada carro · carregador em condomínio · quantos painéis solares